domingo, julho 23, 2006

A vida secreta das palavras


Há filmes e filmes.

Este tocou-me profundamente. Como eu vi? uma história profunda de amor e solidariedade. Como um realizador,neste caso ,uma realizadora, pode colocar o espectador a sentir-se estupido quando entende que os seus probleminhas são imensos ( quando são infimos). A sentir-se um ser egoista por falta de intervenção social. Mas, simultaneamente, a entender a dinamica da vida:uma teia com momentos horríveis e outros sublimes.

E,confesso,como romantica que não consigo deixar de ser ( pese embora todo o esforço),o enternecimento e o acreditar que o amor (homem /mulher ) pode existir e curar feridas profundas.

Ah... e tem grandes e sublimes planos, fazendo-me recordar Bergman.

É belo e profundo. Gostei.

5 comentários:

Anónimo disse...

também vi o filme !
Os silêncios realçavam cada palavra.
São os nossos olhares e disponibilidades que apontam as emoções do Gosto/aversão .
Nesse dia estavas permeável a mensagem, ou o olhar da realizadora estava mais perto da nossa sensibilidade.
Durante o filme fui confrontada com julgamentos que como a grande maioria das vezes resultam sem fundamento e completamente despropositados....
Mensagem para mim :acolha mais e julgue menos.
Consegui perceber que as diferentes dores proporcionam leituras tão particulares como é o ser humano não na sua essência mas nas miríades de caras que temos e onde nos vamos revelando , as vezes com agrado outras vezes com rejeição mas não deixam de ser lados de nós, que ao serem acolhidos deixam de ter importância!
que seja!
Airam

Anónimo disse...

Estes comentários despertam a minha curiosidade...
E levam-me a pensar que a «onda» deste blog é precisamente o «que seja!», o acolhimento(gostei da palavra!).
Eu gosto de, e quero, ter essa postura. No entanto, confesso que às vezes dou comigo a pensar se tanta «abertura» não fará desaparecer o meu eu na imensidão do Universo...
Também Vos acontece?
Iemanjá

borboleta disse...

Não, Iemanjá, não acontece! Muito pelo contrário: encontramos o nosso verdadeiro eu ao colocarmo-nos numa posição de aceitação do outro, porque é ao verificarmos as diferenças que aprendemos a descobrir o nosso eu. É um desafio!É viver em harmonia sem expecativas angustiantes.
E, entenda-se, que aceitar a diferença é muito mais que descobrirmo-nos a nós próprios.

Anónimo disse...

também vi o filme . Recomendo . Tenho ódio a filmes comerciais e recebo a contento filmes com um pouco mais de sumo. Neste espantou-me a forma como representam o lado oculto de cada um .

Anónimo disse...

Iemanjá! no limite, quando julgas que te perdes encontra o imenso que somos todos.Os nossos "eus" são talvez roupagens que ao desnudarmos revelam o que de verdadeiro existe e nunca mais nos sentimos sós.
Airam