quarta-feira, outubro 25, 2006

QUEM MATOU O AMOR?

Houve uma vez na história do mundo, um dia terrível em que o Ódio que é o rei dos maus sentimentos, dos defeitos e das más virtudes, convocou uma reunião urgente com todos eles.Todos os sentimentos escuros do mundo e os desejos mais perversos do coração humano chegaram a esta reunião com muita curiosidade para saber qual era o motivo desta reunião.
Quando todos já estavam lá, falou o Ódio:"Reuni-vos aqui a todos porque desejo com todas as minhas forças matar alguém".Todos ali não estranharam muito, pois era o Ódio quem estava falando e ele sempre quer matar alguém, mas, todos se perguntavam, quem seria tão difícil de matar que o Ódio necessitava da ajuda de todos.
"Quero matar o Amor" - disse.
Muitos sorriram com maldade, pois mais de um ali tinha a mesma vontade.O primeiro voluntário foi o Mau Carácter, que disse:"Eu irei e podem ter certeza que num ano o Amor terá morrido, provocarei tal discórdia e raiva que não vai suportar".Depois de um ano se reuniram outra vez e ao escutar o relato do Mau Carácter ficaram decepcionados."Eu sinto muito, bem que tentei de tudo, mas cada vez que eu semeava discórdia, o Amor superava e seguia seu caminho".
Foi então que muito rapidamente se ofereceu a Ambição, fazendo alarde de seu poder:"Já que o Mau Carácter fracassou, irei eu. Desviarei a atenção do Amor, com o desejo por riqueza e pelo poder, isso ele nunca irá ignorar". E começou a Ambição o ataque contra sua vítima, que efectivamente caiu ferida, mas depois de lutar encontrou a cura, renunciando a todo desejo exagerado de poder e triunfo.
Furioso o Ódio enviou os Ciúmes, estes bufões perversos inventaram todo tipo de artimanhas e situações para confundir o Amor com dúvidas e suspeitas infundadas, mas o Amor confuso chorou e pensou que não queria morrer e com valentia e força impôs-se sobre eles e venceu. Ano após ano, o Ódio prosseguiu a sua luta enviando a Frieza, o Egoísmo, a Indiferença, a Pobreza, a Enfermidade e a muitos outros que fracassaram sempre.
O Ódio, convencido de que o Amor era invencível, disse isso aos demais:"Nada pude fazer, O Amor suportou tudo, levamos muitos anos insistindo e não conseguimos".
De repente de um cantinho do auditório levantou-se um sentimento pouco conhecido e que se vestia todo de preto com um chapéu gigante que escondia seu rosto.De aspecto fúnebre como o da morte"Eu matarei o Amor", disse com segurança.Todos se perguntavam quem era aquele que pretendia fazer, sozinho, o que nenhum deles tinha conseguido. O Ódio disse: "Vá e faça".Havia passado pouco tempo, quando o Ódio voltou a convocar a todos para comunicar-lhes que finalmente o Amor morrera.Todos estavam felizes mas também surpresos. E o sentimento do chapéu preto falou: Aqui vos entrego o Amor, totalmente morto e esquartejado. E sem dizer mais nada já estava saindo."Espera.... - disse o Ódio - Em tão pouco tempo você eliminou-ocompletamente, deixando-o desesperado e por isso mesmo não fez o menor esforço para viver! Quem é você?".O sentimento pela primeira vez levantou seu horrível rosto e disse:"Sou a Rotina".

5 comentários:

maria disse...

Eu cá sou do contra...ehehehe

Quando o Amor É, nada o mata.

A rotina não matou o amor...porque ela só se instala quando....não há AMOR.

Matou...foi uma ligação, um affair, um amorzito decadente.
Cá para mim, a Rotina mentiu, mas como eram todos muito primitivos e básicos e não sabiam,nem conheciam o Amor, acreditaram.

ines disse...

Pois é Maria, se estamos a falar do tipo de amor que liga um casal, efectivamente, se o Amor não for alimentado(regado todos os dias como uma pequena flor), também o Amor morre, e nós sabemos bem que quando deixamos a rotina se instalar, mais cedo ou mais tarde é o que acaba por acontecer.

No entanto existe efectivamente um amor maior do que tudo, e que nada destroi. Chama-se amor incondicional, aquele tipo de amor que nos liga aos nossos filhos e que alguns seres humanos nutrem relativamente a tudo e a todos os que os rodeiam. Resta-nos a esperança de um dia lá chegarmos todos!

borboleta disse...

Maria,

Voltamos ao mesmo, provávelmente eu não sei o que é o Amor,mas enquanto tento descobrir faço minhas as palavras da Inês.

Anónimo disse...

O Amor não morre;simplesmente porque não está sujeito as leis do Tempo,onde os ciclos de nascimento e morte marcam todo o processo de vida.O que pode morrer saõ sensações que ciamos e repetimos nas nossas relações om os outros.O Amor é uma força atemporal que tudo permeia,basta silenciarmos as muitas facetas que coexistem dentro de nós para que ele se manifeste..no simples olhar o mundo ou os outros. Airam

Anónimo disse...

ola minhas lindas.Eu deusa da luz,estou muito feliz na escola.beijos cheios de petalas coloridas.