terça-feira, janeiro 24, 2006

match point


Não é um típico Woody Allen. Mas, "ele" está lá. Um certo cinismo na visão das relações, ainda que doce.
Uma situação quase típica e vulgar, mas que não se torna porque é um Mestre que a descreve. Tal como no Aurora.
Repleta de simbolos. Quase de esteriotipos. Mas, tão subtis, que se tornam brilhantes.
E, está lá " tudo" sobre o que muito temos falado e discutido: a dificuldade do homem na quebra de estruturas ( boas ou más, são estruturas). O Amor , entre homem e mulher, existe???
A paixão....ah, a paixão! ali, retratada: a sensualidade, o desejo, a ancestral " caça" do macho à femea, até à posse e saciedade dos sentidos. O desinteresse após a posse e o domínio.
A realização e fotografia, espectacular.
Gostei, mas gostei mesmo.

1 comentário:

borboleta disse...

UM HOMEM PENSA E UMA MULHER SENTE!

Não, não é um típico Woody Allen, mas não deixa de ser um Woody Allen à séria a retratar a pseudo complexidade do ser humano. O que é curioso é que WA costuma retratar mais as fragilidades afectivas masculinas, mas desta vez carregou (também) bem nas fragilidades femininas. Enquanto mulher não vim muito animada do filme, não. Não que tivesse sido uma surpresa para mim todo o desenrolar da acção, mas confesso que confirmar desta forma aquilo que já é sabido há séculos e que nós mulheres nos contorcemos para justificar e alterar, não é animador.
É um verdadeiro mestre no género humano este Woody Allen e ainda por cima faz bom cinema!